quinta-feira, 3 de maio de 2012

Efeito Pondera

O primeira anti-depressivo a gente nunca esquece...
Depois de quatro meses sem dormir e com sintomas depressivos, fiz o impensável: fui ao psiquiatra.
Era ansiedade, ansiedade generalizada, e agora estou num tratamento que pode durar uns dois anos até aprender a ter "autonomia" para dormir...
O remédio dá aquela mistura louca de emoções que parece uma TPM e que dura uns 15 dias! Depois vem aquela sensação de que nada mudou... Muitas crises de raiva e de choro, principalmente de choro.
Aí o tempo vai passando e de repente você percebe que está mais calma, com pensamentos mais sensatos, chorando bem menos... Mas não pense que é fácil! Demorou quatro longos e intermináveis meses...
Não estava em condições de falar sobre isso até ontem, quando enfim a vontade de postar voltou! Ainda sentia muita mágoa de fatos e pessoas, mas enfim, quinze dias de licença em casa ajudaram bastante na limpeza e na cura da minha cabeça e da minha alma!
Hoje vejo as coisas de um modo mais otimista, não sei se é pelo efeito do remédio ou se é pela minha fé que Deus sempre nos ensina algo mesmo nos momentos mais difíceis.
Tudo passa, só Deus permanece...
Vejo que não sou, nem de longe, a mesma que era antes. Aprendi muito sobre maturidade. Aprendi muito sobre preder. Até posso dizer que sou grata a todos aqueles que me magoaram e me levaram a este estado de nervos, pois eles me levaram também para Deus...
Enfim, aprender a perder...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dar sentido à vida


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Copy Cat

Tenho procurado formas de escrever o que estou passando já faz algum tempo e não tenho encontrado as palavras certas... Aí eu encontrei o texto abaixo em um dos meus blogs favoritos, o Danielle Means
Acho que, de certa forma, expressa um pouco do que eu não consigo esxpressar...
Ok, preciso dizer para vocês que meu ano de 2011 foi uma MERDA. Decidi começar meu texto com essa frase impactante, simplesmente porque não tinha outra forma de expressar ou definir em apenas uma frase o decorrer de um ano INTEIRO.
Comparando com problemas que atingem a humanidade, sou mero grão de areia. Mas, vocês precisam saber que, sim, as pessoas adoecem emocionalmente. Passei o ano de 2011 com a cabeça completamente fudida. Através de outros olhos ganhei vários adjetivos, todos ofensivos ou depreciativos, afinal, não fui capaz de realizar uma tarefa completa. Larguei pós-graduação, projetos, minha casa ficou às moscas e não conseguia mais trabalhar. Os remédios me ajudaram a não chorar 24h por dia, mas falhei em todas as tentativas em fazer algo por mim.
A gente não precisa de crítica negativa para ter consciência que precisar andar para frente, entende? Isso é chutar cachorro morto. Tive dias felizes, sim, mas quando não conseguia pensar em absolutamente nada sobre a minha existência. Aqueles dias que a gente conversa com alguma amiga(o) que adora sorrir. Eu também gosto! Se você se preocupa comigo, querida(o), me faça sorrir! Não fale nada que não me faça abrir um sorriso, a não ser que eu te pergunte. Aliás, isso deveria estar no estatuto dos direitos humanos.
Certa vez fui atropelada. Fiquei alguns segundos inconsciente, sem saber o que havia acontecido, no entanto percebi que estava caída no meio da rua e não conseguia levantar. Não conseguia gritar por socorro e nem me movimentar, mas tinha consciência que um outro carro poderia me atropelar de novo se não conseguisse sair dali. Alguém me ajudou, me levou para calçada… eu estava consciente, mas não sabia direito o que estava acontecendo. Dei o número da casa dos meus pais para alguém me buscar e levar ao médico, porque tudo doía. Pensaí.
Com a chegada de um novo ano, renovo meu coração de esperanças. Que eu pare de me sentir culpada por tristezas que não me pertencem. Que eu me cobre menos lealdade. Que eu não tenha necessidade de tantas verdades. Que eu mantenha serenidade com o que não entendo ou não se explica. Que eu tenha sabedoria com o que não me acrescenta. Que eu tenha paciência com a ignorância. Que eu aprenda a ver com o olhos, e menos com o coração. Que eu seja menos emotiva, sem perder a sensibilidade. E principalmente: que eu aprenda que conviver comigo mesma é super fácil. A gente nasce dinamite, e quem nos ama sabe nos manter em temperatura adequada. (li isso hoje em algum lugar)
No fundo acho que reclamo de barriga cheia, porque tenho todos os motivos para ser feliz todo dia. Não quero ser mal agradecida e nem parecer infeliz. Na verdade, em 2011 não tive motivos para ser infeliz. A angústia veio da sensação de ser sempre a pessoa errada, no lugar errado, quem sabe, no planeta errado. Acontece.
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